RO
EN
SP
PT
 
Florinhas do Vouga 

Florinhas do Vouga” é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, de Superior Interesse Social, que desde a sua fundação, em 6 de Outubro de 1940, vem a exercer em toda a cidade de Aveiro, Serviços de Apoio à população mais desfavorecida.
    A Instituição nasceu por iniciativa do Bispo D. João Evangelista de Lima Vidal, a quem se deve a criação de obras similares, as Florinhas da Rua em Lisboa e em Vila Real.

    No seu início, a Instituição contou com o trabalho e dedicação das Criaditas dos Pobres (religiosas), a quem o Bispo D. João Evangelista de Lima Vidal, designou por “Florinhas do Vouga”, pelo facto de cuidarem de crianças. A casa destinada às Criaditas, na ilha do Lé, fora outrora um cabaré de má fama, tendo dado bastante trabalho a ser convertido num local aprazível e confortável, onde foram acolhidas as primeiras “Florinhas”.

    O trabalho das Florinhas abrangia todo o meio familiar em diversos campos: da higiene, da alimentação, dos trabalhos domésticos, da educação pré-escolar e religiosa, entre outros.

    Porém, a partir de meados da década de 70, começaram a verificar-se, em Aveiro, sinais de um crescimento industrial, o qual se fez acompanhar pelo aumento da rede de transportes viária, bem como pela criação de alguns equipamentos, transformando o centro urbano num pólo de atracção e consequentemente, de concentração populacional.

    Os fluxos migratórios (rural/urbano, interior/litoral), o retorno da população das ex colónias e alguns fluxos migratórios dos P.A.L.O.P., intensificaram-se, o que contribui para o aumento de bolsas de pobreza e exclusão social que começaram a proliferar um pouco por todo o concelho de Aveiro.

    A concentração de alguns destes grupos populacionais veio a localizar-se em zonas degradadas, denominadas de “Ilhas” ou “Pátios”, facto que intensificou os problemas de ordem habitacional, que cada vez mais urgia resolver.

Aveiro, surge então como uma área de intervenção prioritária, a nível nacional, no que concerna a intervenção no âmbito da Habitação social.

    Com a construção do Bairro de Santiago e consequente realojamento, houve necessidade de efectuar um trabalho com as famílias, em termos de saúde, educação, encaminhamento de situações, no fundo um processo de encaminhamento de situações, no fundo um processo de acompanhamento sistemático na integração desta população numa nova realidade.

    É aqui, que mais uma vez a Paróquia da Glória, é chamada a intervir, sobretudo através da realização de visitas domiciliárias, em regime de voluntariado. Este tipo de intervenção baseava-se no trabalho das designadas “Equipas de Acolhimento”, que se distribuíam por blocos e que todas as semanas faziam visitas ás famílias realojadas, no sentido de resolver ou encaminhar alguns problemas identificados.

    A coordenação destas equipas coube mais uma vez, à paróquia N. Sr.ª da Glória, que para além deste trabalho, acolhia crianças na Casa de Acolhimento Paroquial, situada no Bairro e onde começaram a ocupá-las nas suas férias escolares de uma forma organizada. O registo de todo o trabalho efectuado por estas equipas em processos familiares veio permitir os principais problemas vivenciados pela população, os quais vieram a justificar a celebração de incidência comunitária entre as «Florinhas do Vouga» e a Segurança Social, acordo esse datado de Julho de 1995.

    No entanto é de referir que já em 1993 houve um primeiro acordo mas apenas para a valência de centro de Convívio para idosos a funcionar apenas com voluntários.

    Actualmente, as «Florinhas do Vouga», dirigem a sua acção a todo o Concelho de Aveiro, com grande incidência na Freguesia da Gloria e mais especificamente na Urbanização de Santiago.

    A Urbanização de Santiago, com 1052 fogos, insere-se numa das freguesias da cidade de Aveiro – Glória – a de maior densidade demográfica do Concelho, segundo os Censos de 2001.

    É aqui que proliferam graves situações sociais, podendo referir-se as seguintes:

-A elevada densidade demográfica;

-O nº significativo de famílias monoparentais;

-A confluência de uma população de origens geográficas e culturais muito diversificadas;

-A predominância de uma população infantil e juvenil;

-Elevada taxa de «domésticas», que se traduz na baixa taxa de actividade profissional feminina;

-Situações de desemprego de longa duração e de jovens á procura do primeiro emprego;

-A precaridade e instabilidade de emprego;

-O baixo grau de escolaridade;

-A insuficiente qualificação profissional, que se traduz nos reduzidos rendimentos mensais;

-A existência de situações complexas ao nível da saúde, nomeadamente uma elevada taxa de consumo de álcool;

-Toxicodependência.

 
 
Bookmark and Share
 
 
OK